Envelhecer, de alguma forma, implica em navegar entre o passado e o futuro; olhar o caminho percorrido em busca de sustentação para criar e re-inventar novos movimentos. Assim, atravessei muitos anos de dedicação ao plano intelectual até chegar na infância, para lá resgatar o gosto pelos trabalhos manuais, muitos deles envolvendo tecidos, agulhas e linhas.

E surge uma nova fase, onde, aos poucos, vou incluindo todos os saberes e ferramentas reunidos ao longo da vida, para  apresentar ao outro, de forma lúdica e criativa, uma oportunidade de também se reinventar.

Entendendo que, ao dar forma, textura e cor aos nossos sentimentos, emoções e memórias, resgatamos partes de nós mesmos/mesmas perdidas ao longo da jornada. Entendendo que o fazer juntos/juntas é uma excelente oportunidade de compartilhar aquilo que somos. Entendendo que a presença do outro é fermento para o nosso sonhar, e que sonhar é preciso, cá estamos nós!